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quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Nanotecnologia
A nanotecnologia que cria borboletas e flores
A confirmação da existência das borboletas de Hofstadter pode abrir a porta para a descoberta de propriedades elétricas completamente desconhecidas nos materiais. [Imagem: The University of Manchester]
Borboleta de Hofstadter
Nem sempre o resultado de um trabalho denso e complicado de física precisa abrir mão da beleza nos resultados.
Acaba de ser comprovada experimentalmente a existência de um efeito conhecido como Borboleta de Hofstadter.
O fenômeno, um complexo padrão nos estados de energia dos elétrons, apresenta-se na forma de uma borboleta. Ele já aparecia em vários livros didáticos de física como um conceito teórico da mecânica quântica previsto pelo matemático Douglas Hofstadter, em 1976.
Entretanto, ele nunca tinha sido observado diretamente até agora.
A confirmação de sua existência, feita com a ajuda do grafeno, pode abrir a porta para a descoberta de propriedades elétricas completamente desconhecidas nos materiais.
"Estamos agora à beira de uma fronteira completamente nova em termos de explorar as propriedades de um sistema, algo que não era possível antes," disse o professor Cory Dean, membro de uma das equipes que comprovaram a existência das borboletas de Hofstadter. "A capacidade de gerar esse efeito poderia ser explorada para criar novos dispositivos eletrônicos e optoeletrônicos."
Nada menos do que três grupos internacionais de pesquisadores publicaram simultaneamente resultados similares sobre as borboletas nanotecnológicas.
A nanotecnologia que cria borboletas e flores
As esculturas curvilíneas e delicadas não lembram em nada as formas cúbicas ou irregulares dos cristais - mas é isso o que elas são: flores de cristais. [Imagem: Wim L. Noorduin, Harvard University]
Flores de cristais
Manipulando gradientes químicos em um frasco de laboratório, Wim Noorduin e seus colegas da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, criaram cristais em formato de flor.
As esculturas minúsculas, curvilíneas e delicadas, não lembram em nada as formas cúbicas ou irregulares normalmente associadas com os cristais - mas é justamente isso o que elas são, flores de cristais.
"Por pelo menos 200 anos, as pessoas têm-se intrigado acerca de como formas complexas poderiam ter evoluído na natureza. Este trabalho ajuda a demonstrar o que é possível fazer apenas com alterações químicas ambientais," disse Noorduin.
Na verdade, ele apenas ajustou os parâmetros dos fluidos no interior dos frascos, e os cristais cresceram de forma autônoma, um autêntico design inteligente deixando que as forças da natureza atuassem.
"Nossa abordagem é estudar sistemas biológicos, pensar o que eles podem fazer e o que não podem, e, em seguida, usar essas abordagens para otimizar tecnologias existentes ou criar novas tecnologias," disse a professora Joanna Aizenberg, orientadora do estudo, ela própria autora de outros trabalhos unindo beleza e nanotecnologia.
Radiação de calor em nanoescala desafia Lei de Planck
Radiação de calor em nanoescala desafia Lei de Planck
Onda de calor
A Física está decididamente sendo invadida por uma "onda de calor" - mais especificamente, sobre mudanças radicais na forma como a ciência compreende e interpreta o calor.
Depois de uma proposta inusitada para marcar o tempo pelo calor, demonstrou-se que o calor pode ser manipulado como se fosse luz, usando lentes e espelhos.
Mas as duas novidades mais radicais vieram com a demonstração, feita por equipes separadas, de que a energia pode ser transportada diretamente do frio para o calor e que, em escala atômica, o calor se concentra e não aquece todos os lugares.
Agora, Christian Wuttke e Arno Rauschenbeutel, da Universidade de Tecnologia de Viena, na Áustria, fizeram uma descoberta ainda mais surpreendente, que mexe com um dos pilares da física, a chamada Lei de Planck, ou "lei da radiação dos corpos negros".
Lei de Planck
Em 1900, o físico Max Planck estruturou uma fórmula que descreve a radiação de calor dos corpos como uma função da sua temperatura, estabelecendo as bases para a física quântica.
Sua teoria descreve a radiação de uma ampla variedade de objetos, da luz emitida pelas estrelas até a cor de uma bijuteria brilhante, passando pela invisível radiação de calor, que pode ser registrada com câmeras de infravermelho.
Mas, embora a teoria possa ser aplicada a muitos sistemas diferentes, o próprio Planck já sabia que ela não era universal e teria que ser substituída por uma teoria mais geral quando objetos muito pequenos fossem envolvidos.
Esses objetos muito pequenos começaram a ser envolvidos de fato nas pesquisas com o desenvolvimento das nanociências e com a criação das ferramentas para a nanotecnologia.
Em 2009, por exemplo, Sheng Shen e seus colegas do MIT demonstraram que, quando dois objetos muito pequenos ficam próximos o suficiente, abre-se um buraco na Lei de Planck, um fenômeno com possibilidades de aplicação em discos rígidos e na geração de energia termovoltaica:
Na distância certa, nanotecnologia fica fora da lei
Lei geral da radiação termal
Agora, a dupla austríaca trabalhou não com distâncias, mas especificamente com a dimensão das partículas, conforme previsto por Planck.
E descobriram que, quando os objetos são menores do que o comprimento de onda da radiação termal, o calor não se irradia da "forma eficiente" verificada nos corpos maiores.
Ao verificar isto experimentalmente, os dois cientistas desenvolveram uma teoria mais genérica da radiação termal.
E não se trata apenas de uma teoria, a descoberta é importante para o gerenciamento do calor em nanodispositivos - nas dimensões que os processadores de computador estão chegando - e para a ciência dos aerossóis, micropartículas que ficam dispersas na atmosfera e que influenciam o clima.
"A radiação térmica de um pedaço de carvão pode ser descrita perfeitamente pela lei de Planck, mas o comportamento das partículas de fuligem na atmosfera só podem ser descritas por uma teoria mais geral, que pudemos agora confirmar em nosso experimento," disse Rauschenbeutel.
Impacto dos aerossóis sobre o clima ainda é pouco conhecido
Fibras ópticas ultrafinas
O experimento consistiu em enviar luz através de fibras ópticas ultrafinas, com um diâmetro de apenas 500 nanômetros.
Os pesquisadores então mediram a quantidade de energia óptica que foi convertida em calor e, a seguir, irradiada para o ambiente.
"Pudemos mostrar que as fibras levam muito mais tempo para alcançar a temperatura de equilíbrio do que uma simples aplicação da lei de Planck poderia sugerir," disse Rauschenbeutel.
"Entretanto, nossos achados estão em perfeito acordo com a teoria mais geral da eletrodinâmica flutuacional, que permite levar a geometria e a dimensão do corpo em consideração," completou o pesquisador.
O grupo trabalha com fibras ópticas ultrafinas para transportar informações quânticas.
Para isso, é muito importante entender bem o comportamento termal dessas fibras porque qualquer variação no transporte efetivo do calor cria um risco real de que as fibras derretam-se quando os dados são transmitidos.
Fonte:Site Inovação Tecnológica
Laser insere gene em células individuais
Transfecção
Você certamente já ouviu falar de terapia genética, engenharia genética, animais e plantas geneticamente modificados e etc.
Mas você já parou para pensar como é que os pesquisadores manipulam os genes?
O termo técnico para a inserção de um gene exógeno em uma célula é transfecção.
Há muitos métodos para realizar a transfecção, mas todos tendem a ser complicados e destrutivos, não permitindo um controle preciso sobre a inserção do DNA, obrigando os pesquisadores a destruir um grande número das células até finalmente acertar em uma.
Na prática, o que eles fazem é trabalhar com aglomerados de células, selecionando estatisticamente aquelas que devem ter recebido o gene.
Transfecção óptica
Agora, Muhammad Waleed e seus colegas do Instituto de Ciência e Tecnologia de Gwangju, na Coreia do Sul, usaram luz para criar a técnica mais precisa para inserir DNA nas células disponível até agora.
A técnica consiste em usar um laser pulsado para criar nanofuros muito precisos na superfície de uma célula, e, em seguida, enfiar suavemente um pedaço de DNA através do furo usando "pinças ópticas", manipuladores de luz gerados pelo campo eletromagnético de outro laser.
A partícula de DNA é colocada sobre a célula, funcionando como guia para o disparo do primeiro laser, que faz o furo bem ao seu lado. A seguir, as pinças ópticas capturam a partícula e enfiam-no pelo furo.
"O que é mais fantástico é que tudo isso acontece em uma única célula," comenta o professor Yong-Gu Lee, orientador do estudo. "Até hoje, a transfecção de genes vem sendo realizada em uma grande quantidade de aglomerados de células, e o resultado é calculado como uma média estatística, sem observações em células individuais."
Segundo o pesquisador, com a técnica de transfecção óptica, "você pode colocar um gene em uma célula, outro gene numa outra célula, e nenhum gene em uma terceira. Então você pode estudar exatamente como [esse gene]
Fonte:http://www.inovacaotecnologica.com.br
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