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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Cirurgia cura câncer de próstata reincidente, indica pesquisa

Um estudo publicado na edição de abril da revista "European Urology" mostrou que é possível curar o câncer de próstata mesmo após o retorno do tumor.

Maioria dos operarados fica impotente

O trabalho, feito com pacientes que já tinham sido submetidos a radioterapia após o diagnóstico inicial, indica que a cirurgia de remoção da próstata é eficaz para eliminar o tumor.

Conduzida em oito centros oncológicos na Europa, nos EUA e no Brasil (na USP), a pesquisa acompanhou 404 homens com idade média de 65 anos, que fizeram cirurgia radical da próstata após recidiva do câncer tratado com radioterapia.

Os pacientes foram acompanhados após a cirurgia. Dos 404 que participaram do estudo, 195 mostraram sinais de recidiva da doença, porém em apenas 64 deles o tumor voltou e 40 morreram.

Depois de dez anos, 312 (77%) dos pacientes não apresentaram metástase.

Segundo o urologista do HC e do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo) Daher Chade, que liderou o estudo no país, é a primeira vez que uma pesquisa comprova essa possibilidade.

Hoje, doentes que fizeram radioterapia e voltam a ter câncer são tratados com hormonioterapia, um tipo de químio que controla o crescimento do tumor, mas não o elimina, e aumenta a sobrevida em cerca de dois anos.

No país, 20% dos homens diagnosticados com a doença fazem radioterapia. A outra opção é a cirurgia.

Após a radioterapia, o câncer volta em 20% a 40% dos pacientes. Antes, quando isso acontecia, a doença era considerada incurável. Sempre houve uma suspeita de que a cirurgia poderia eliminar o tumor, mas só agora confirmamos a hipótese, afirma Chade.

O procedimento é o mesmo aplicado nos diagnosticados com câncer de próstata que optam pela operação logo no início.

"Essa é outra vantagem, os urologistas já sabem fazer."

Segundo Chade, a cirurgia tem maior chance de cura mas, também, maior chance de complicações. "Muitos homens não querem correr o risco de ficar impotentes ou com incontinência urinária, mesmo sob o risco de não serem curados com a radioterapia. Por isso, cada vez mais está se indicando a radioterapia como primeiro tratamento."




RESTRIÇÕES

O urologista Miguel Srougi, professor da USP e coautor do estudo, explica que não são todos os doentes que podem ser submetidos ao procedimento.

"Se o tumor voltar de forma muito agressiva, como no caso do ex-governador Orestes Quércia, morto no ano passado, a cirurgia não pode ser feita. Também está descartada em pacientes com PSA [antígeno prostático específico] muito alto no começo, ou quando a radioterapia produziu muita aderência na região da próstata."

Para Miguel Srougi, embora cure um número razoável de casos, o procedimento tem mais complicações do que a cirurgia feita logo após o diagnóstico.

O urologista explica que a pesquisa tem um viés. Os pacientes do estudo foram tratados em centros de excelência, por cirurgiões mais experientes que a média.


Fonte: UOL Noticias

domingo, 19 de julho de 2009


Primeiro medicamento para câncer hematológico chega ao país

Pacientes com Síndrome Mielodisplásica, que até então eram tratados apenas com transfusões de sangue e quimioterapia, têm disponível a partir desta semana primeiro medicamento para esse tipo de câncer no País
Desde sexta-feira, 8, já está disponível no Brasil o primeiro medicamento aprovado para a síndrome mielodisplásica, câncer da medula óssea que acarreta uma série de problemas para o paciente, e, em 30% dos casos, progride para uma leucemia.

Até então, os efeitos da doença eram amenizados apenas com transfusões periódicas de sangue e quimioterapia. Com a chegada do primeiro lote no Brasil na primeira semana de maio, o Dacogen beneficiará uma série de pacientes que sofrem com a doença no País.

O Dacogen inaugura também uma nova tecnologia no combate ao câncer no país, o tratamento epigenético. Ao contrário da quimioterapia, que destrói as células afetadas, o tratamento epigenético corrige a alteração no gene e recupera a produção de células sanguíneas sem afetar a estrutura celular.

Fonte: A Tarde Online

sábado, 6 de junho de 2009

Recomendações para prevenção e rastreamento de doenças em idosos


Recomendações para prevenção e rastreamento de doenças em idosos



Um artigo publicado na edição de 15 de julho do American Family Physician realizou uma revisão das recomendações para o rastreamento e a prevenção em cuidados primários de pacientes geriátricos.
Dra. Mary C. Spalding e Dr. Sean C. Sebesta, do Texas Tech University Health Sciences Center, El Paso, Texas, e colaboradores informaram que, em 50 anos, a população mundial acima de 60 anos aumentou de 8 para 10% e há uma expectativa para que esse crescimento chegue a 21% em 2050. Apesar de as pessoas acima de 65 anos serem raramente incluídas em pesquisas de tratamento preventivo, é importante fornecer esses serviços clínicos para essa população. Esse artigo proporciona uma revisão das causas de morte, diretas e indiretas e uma discussão de como comportamento, estado funcional, comorbidades e expectativa de vida podem indicar quem irá se beneficiar do tratamento preventivo e rastreamento geriátrico. À medida que a população envelhece, as decisões preventivas de saúde e as recomendações com relação a rastreamento tornam-se mais complexas. Em pacientes geriátricos, a mudança de comportamento pode modificar vários aspectos do risco de mortalidade.

As recomendações específicas para a prática clínica, todas com nível de evidência A, são as seguintes:

1-Todos os adultos devem ser estimulados a parar de fumar. Pequenas alterações nesse hábito refletem importantes melhorias na saúde; existem medicações que podem auxiliar o paciente a parar de fumar.
2-Todos os pacientes de risco coronariano devem fazer uso de ácido acetilsalicílico, que comprovadamente reduz os índices de mortalidade.
3-Todos os homens entre 65 e 75 anos de idade que já tenham tido o hábito de fumar devem fazer um rastreamento para aneurisma de aorta abdominal por ultra-sonografia.
4-Todas as mulheres acima de 65 anos devem manter o rastreamento através de mamografia, já que 2/3 das mortes relacionadas ao câncer de mama ocorrem nessa faixa etária.
5-O rastreamento do câncer colorretal deve ser iniciado aos 50 anos, porque a incidência desse tipo de câncer dobra a cada 7 anos, iniciando aos 50 anos de idade.
6-O rastreamento do colesterol é recomendado por diminuir as taxas de mortalidade em homens acima dos 35 anos e mulheres acima dos 45 anos que estão em risco aumentado para doença coronariana.
7-Os pacientes com hipertensão ou hiperlipidemia devem realizar acompanhamento para diabetes.

Os autores do artigo de revisão declaram que a maioria dos adultos idosos saudáveis gostaria que seu médico conversasse sobre expectativa de vida no contexto de testes de rastreamento de câncer. A decisão de realizar o rastreamento de doenças em pacientes idosos depende das comorbidades, do estado funcional e da expectativa de vida. Os médicos devem discutir os benefícios e malefícios potenciais do rastreamento individualmente, com cada paciente.

Fonte: Medscape